terça-feira, 12 de junho de 2012

A primeira viagem de avião


De olhos bem colados ao vidro do minúsculo óculo, ela tentava descobrir algo de novo quando descobriu uma nuvem que ao sentir-se observada por tais olhitos indiscretos sequiosos de decifrar , se aquilo tão branquinho, seria neve ou nuvem: pois ela , a nuvem resolveu desdobrar-se alongando-se deixou de parecer, nem nuvem nem neve, mas sim um urso branquinho deitado de papo para o ar , ou seja de barriga parapara o ar, até que uma outra se lhe juntou tão rápido que a visão se transformou em lombos de focas que deslizavam no mar azul: neste caso céu, indo ao encontro de um enorme icebergue,que deslizava a uma velocidade vertiginosa,. por segundos desviou o olhar e quando voltou a   tudo se transforma numa grande  tijela azul cheia de alvas clraras batidas em castelo, ás quais só faltava o açucar para se transfomarem em deliciosos suspiros, farófias´ ou papos de anjo , que a deixavam de água na boca, voltou a olhar de novo e tudo se transformara , dando lugar desta vez a uma paisagem, formada por uma enorme floresta que de vez em quando lhe deixava ver uma estrada serpenteando, que mais parecia o caudal de um rio que em vez de descer subia montanhas e vales ,e quando reparou o tempo tinha passado e o avião já sobrevoava terras de França e ao longe já vislumbrava a elegante estrutura metálica que ´só podia ser a Torre Eifel com que tanto tinha sonhado. e assim acabou parte de um sonho ., A sua primeira viagem de avião, e foi com as pernas a tremer que desceu as escadas do avião que lhe tinha proporcionado tão maravilhoso somho. Mas iria começar um outro não menos importante: conhecer a cidade luz de que tanto ouvira falar maravilhas.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Direito a ter medo

Medo de crescer, medo do escuro da água da trovoada, todos os medos de qualquer criança, depois , medo por ter crescido e não ser capaz de  corresponder ao que os outros esperavam de mim.Passaram os anos, outros medos, o medo de amar, de sofrer por amar,e os medos não acabam, medo de casar de ser mãe, de ser capaz de o ser, de o saber ser, passaram esses medos, amei e fui mãe, um casalinho fui feliz vê-los crescer e constituirem familia afastou um pouco a sensação de medo,vieram os netos tesouro dos tesouros, e ai voltaram outros medos, passaram tantos anos num instante.E agora, agora tenho medo, medo de perder tudo o que ganhei, o amor, os filhos, os netos, toda a felicidade que a vida me deu, medo de não ter tempo para ter todos os medos de uma velhice feliz, amando e sendo amada. Afinal o medo é um direito adquirido que ninguém quer sentir.